A acomodação é  um dos itens mais importante no planejamento de sua viagem, muito próximo à decisão dos locais que irá visitar e à preparação de seu roteiro. A internet se tornou uma fantástica ferramenta para colaborar com nossas viagens, mas o excesso de informações pode também confundir e tornar a busca complexa, demorada e frustrante: onde buscar, quais opções de propriedades, variedade de preços e serviços para o mesmo hotel de acordo com o site, etc.

Neste post vou procurar explicar a forma como faço a busca por acomodações para mim e para os clientes da TripMe. O assunto é um pouco complexo, e por isso desde já me desculpo pela extensão do texto.

 

1º Passo – Localização – Tão importante quanto a qualidade de sua acomodação será a sua localização. Em Nova York você pode encontrar um bom preço para se hospedar nos bairros do Queens ou Brooklyn, que tem suas atrações, mas nunca estará tão bem localizado do que se ficar em um bom ponto da ilha de Manhattan. Grandes metrópoles são divididas em diversos bairros, cada qual com suas características e oferta de serviços. Procure identificar o local que melhor irá lhe atender de acordo com suas preferências: bom acesso aos serviços públicos de transporte, vida noturna, vida cultural, oferta de restaurantes, compras, etc.   Para isso, busque conhecer mais sobre a geografia e as características dos diferentes bairros. Faça pesquisas no Google com, por exemplo, “bairros de Londres” ou “melhor lugar para se hospedar em Berlin”. Procure também fazer as pesquisas em inglês, uma vez que a quantidade de fontes será muito maior (which neighborhood to stay in …..). Eu sugiro separar ao menos duas possibilidades, para que dessa forma tenha mais opções.

2º Passo – Definição do tipo de acomodação – Hotel, Albergue (hostel), Pousada (Bed & Breakfast), aluguel de residências.

Hotéis, Albergues ou Pousadas são meios de hospedagem bastante consagrados, e cada um de nós conhece bem seus pontos positivos e negativos.

O aluguel de residências (casas ou apartamentos) vem se tornando cada mais popular entre viajantes desde a ascensão de sites como o AirBnB ou Homeaway, dentre outros. Hoje em dia até mesmo sites consagrados para a reserva de hotéis, como o Booking, oferecem esta possibilidade. Eu já me hospedei inúmeras vezes em residências – e adoro. Mas acho que tem suas limitações e compreendo que não combinam com o perfil de algumas pessoas.

Eu recomendo residências se:

  1. Você ficar ao menos duas noites hospedado – se for para fazer check-in em um dia e check-out no próximo, melhor ficar em um hotel. Em uma residência você tem que comprar comida para o café da manhã, água, etc. Além disso, o processo de chegada e saída nem sempre são tão simples quanto em um hotel. Por isso mesmo muitos proprietários exigem estadia mínima de 2, 3 ou mais dias.
  2. Você estiver em família ou grupos– acho que neste quesito a opção é imbatível. Pais podem ter mais privacidade em comparação a dividir quartos com filhos. Se tiverem dois ou mais filhos, não há a necessidade de alugar dois quartos de hotel, o que gera grande economia. Com uma boa cozinha fica também mais fácil o preparo de alimentação específica para crianças. Muitos locais incluem máquinas de lavar louças e lavar roupas, esta última muito útil em longas viagens.
  3. Se gostar de comprar sua própria comida, vinhos, etc. Em uma cidade europeia, por exemplo, você pode comprar queijos e vinhos e preparar uma ótima entrada para servir antes de sair para jantar.

Eu não recomendo residências se:

  1. Você não estiver disposto a preparar seu próprio café da manhã.
  2. Se incomodar com o fato de não haver limpeza ou troca de enxoval (existem exceções).
  3. For o tipo de pessoa que realmente utiliza os serviços de um hotel, como room service, por exemplo.

3º Passo – Definir o valor que quer gastar – Não é uma afirmação exata dizer que “quanto mais caro, melhor”, mas o valor cobrado por uma hospedagem pode ser um bom indicativo de algumas das principais características de uma propriedade: localização, sofisticação, serviços oferecidos, história. Escolher um hotel com ótimo preço, mas que lhe toma um tempo enorme para se locomover até as principais atrações de uma cidade, pode ser mais caro que ficar mais perto do centro em hotel um pouco mais caro. Leve em consideração que em algumas viagens, ou destinos, determinadas características da propriedade na qual irá se hospedar serão mais relevantes que em outras: em uma viagem para explorar um novo destino, por exemplo, você provavelmente usará o quarto somente para dormir, e não deverá utilizar serviços como academia ou piscina. É pouco provável que utilize room service para jantar em uma cidade como Roma ou Nova York, se estiver a passeio.

Lembre-se sempre de considerar todos os impostos e custos de chegada e saída de sua acomodação, o que pode variar bastante de acordo com a localidade.

4º Passo – Pesquisa por Fornecedores – Você já sabe seu destino, já tem uma boa ideia sobre a localização onde ficar, conhece suas opções sobre o tipo de propriedade que busca e sabe quanto está disposto(a) a gastar. É hora de começar a conhecer suas opções! A melhor e mais rápida maneira de iniciar esta pesquisa é através dos sites mais consagrados, cada qual com seus pontos positivos e negativos. Eu gosto de utilizar dois dos principais, Booking.com e Hoteis.com.

Booking.com – É o maior site mundial para a reserva de acomodações. Eu gosto muito, mas acho que tem suas limitações e, principalmente, desvantagens em função das características de nossa economia.

Pontos Positivos:

  • É enorme! Você encontra praticamente todos os fornecedores de qualquer lugar do mundo. São poucos os hotéis (individuais ou redes), Pousadas ou Residências que conseguem esbanjar o alcance que tem a Booking. Muitos proprietários reclamam de suas taxas e/ou políticas, mas em função de ser “quase” uma unanimidade no mercado, não resistem ao seu convite para se associar.
  • Tem um ótimo portal e APP! Rápido, ótimo sistema de pesquisa, filtros detalhados e detalhada descrição tanto da propriedade quanto do quarto, incluindo fotos e metragem.
  • Valor total: diferente de outros sites que mostram apenas o custo de uma diária, a Booking coloca o valor total da estadia (incluídos, ou não as taxas), o que eu gosto muito.
  • Atendimento: ótimo atendimento ao cliente, seja por e-mail ou telefone.
  • Ótimo sistema de resenhas (reviews): Diferente de sites como o TripAdvisor, que pode e contém muitas resenhas “falsas”, na Booking somente pode escrever uma opinião quem realmente se hospedou na propriedade. E o site incentiva esta ação por parte dos usuários, o que é bastante positivo para todos nós viajantes.
  • Gerenciamento das Reservas: muito fácil reservar, alterar ou cancelar uma reserva.
  • Preços – geralmente bastante competitivos em comparação com a concorrência ou até mesmo quando buscamos diretamente com as acomodações.

Pontos Negativos:

  • Não oferece cupons de desconto. É comum eu conseguir melhores preços na Hoteis.com com o uso de cupons, mesmo apesar de eu ter o status Genius na Booking, o que oferece descontos especiais.
  • Não possibilita o pagamento direto pelo site no Brasil. Talvez a maior desvantagem da Booking versus a Hoteis.com. Quando viajamos para o exterior, além do valor da hospedagem, ainda temos de pagar 6,38% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), quando efetuamos o pagamento através de cartão de crédito.
  • Não tem uma boa política de benefícios para usuários fiéis a marca. Com segurança afirmo que já me hospedei mais de 50 vezes através da Booking e não tenho nenhum benefício adicional que um cliente com 5 hospedagens no período de um ano. E muitas vezes o valor de quem é Genius é igual ao encontrado no Hoteis.com e outros sites.
  • Com a exceção de poucos hotéis no Brasil, não permite o parcelamento do pagamento.

Hoteis.com – Conta também com um imenso cadastro de propriedades em todo o mundo, embora não tantas quanto a Booking.

Pontos Positivos:

  • Cupons – Além de seus preços muitas vezes estarem similares ou iguais ao do Booking, a Hoteis rotineiramente oferece cupons de desconto adicional. Durante todo o ano de 2017, por exemplo, eu consegui incluir o cupom VIAJA5 e receber 5% de desconto. Outros cupons de 8% e 10% também estiveram disponíveis em diversos momentos.
  • Pagamento no Brasil / Sem IOF / 12 X – esta é de longe a melhor e mais indiscutível vantagem da Hoteis em comparação com a Booking. Ao pagar no Brasil você economiza os 6,38% de IOF (cobrado sobre gastos com cartão no exterior). A grande maioria dos hoteis ainda permite o parcelamento em até 12 vezes sem juros!
  • Hoteis.com Rewards – o programa de fidelidade é melhor e mais justo que o da Booking.

Pontos Negativos:

  • Limitação de propriedades quando comparado ao Booking.
  • Ferramenta de filtro menos detalhada.
  • Atendimento ao consumidor mais demorado e menos efetivo que a concorrente.
  • A disposição das informações sobre a propriedade no site é menos rica e organizada quando comparado ao Booking.

5º Passo – A Reserva – Por ter o maior número de propriedades cadastradas, costumo iniciar minhas pesquisas pelo Booking.com.

  1. Coloco o destino, datas exatas e número de pessoas e quartos que busco. A princípio, não incluo nenhum filtro.
  2. Chegada a primeira busca, incluo os filtros que considero prudentes para aquele destino: tipo de propriedade, localização, valor aproximado, pontuação das críticas, estacionamento gratuito (se estiver de carro), cancelamento gratuito, café da manhã, etc.
  3. Clico em cada opção que me parece interessante, dessa forma o próprio site abre a propriedade e outra janela. Começo por escolher entre cerca de cinco opções.
  4. Pesquiso mais detalhes sobre a propriedade: localização, serviços adicionais, amenidades, tipos de quartos oferecidos, política de cancelamento, tamanho dos quartos e equipamentos incluídos, e muitos outros detalhes.
  5. Somente para os que ainda forem de meu interesse, passo a ler as resenhas de clientes: busque por padrões, tantos positivos quanto negativos. Se apenas uma pessoa reclamou quanto a barulho ou má atitude dos funcionários, eu não daria muito atenção aos fatos. Mas se esta é uma queixa constante, está formado um padrão, o que é bastante preocupante. A mesma coisa quanto aos pontos positivos: eu não ficaria surpreendido se somente uma pessoa elogiasse o café da manhã.
  6. Busco por resenhas em site especializado: TripAdvisor. Pode ser útil se bem utilizado, mas também perigoso se não houver muito cuidado. Aqui, mais que em qualquer outra fonte, a busca por padrões é essencial. Diferente da Booking, no qual somente são permitidas resenhas de clientes que pagaram e se hospedaram, qualquer um pode fazer uma resenha no TripAdvisor. É somente criar um usuário e pronto. Dessa forma são inúmeras as denúncias de perfis falsos, e consequentemente suas resenhas, assim como amigos de proprietários querendo lhes ajudar ou inimigos lhes atrapalhar. Busque por padrões, positivos e negativos, nas resenhas e dê preferência para ler comentários de usuários com maior número de contribuições, o que aparece junto ao nome/perfil da pessoa. Resenhas super positivas de uma pessoa com somente uma ou duas contribuições não trazem tanta confiança quanto um colaborador com mais de 30 comentários.
  7. Definido “o” lugar, ou duas ou três melhores opções, agora deve-se verificar quem oferece o melhor preço e condições. Hora de utilizar os sites que buscam os melhores preços dos sites de hospedagem – confuso, né? Nem tanto. Sites como Kayak.com ou Trivago.com fazem exatamente isso: irão lhe dizer o valor cobrado por determinada propriedade nos diversos sites onde estas estão disponíveis, como Booking, Hoteis ou Expedia. Além do preço, busque por diferencias como: política de cancelamento, parcelamento, pagamento antecipado no Brasil (economiza IOF), inclusão de café da manhã, etc.
  8. Encontrou o melhor preço e condições? Hora de ir para o site da própria acomodação! Além de obter informações ainda mais detalhadas sobre a propriedade, muitas destas, em especial hotéis que não são de grandes redes, procuram fugir das taxas cobradas por empresas como Booking e Hoteis.com, portanto oferecendo descontos especiais para reservas feitas diretamente em seus sites. Observe que muitas vezes isto somente é possível através do uso de cupons, informados no próprio site. Coloque diferentes questões ao decidir de que forma irá fazer a sua reserva. Por vezes a diferença de preço da propriedade é muito pequena quando comparada a um fornecedor como a Booking, que pode lhe prestar ótima assistência se houver um imprevisto. Considere também a questão do parcelamento e isenção de IOF, quando efetuado pela Hoteis.com.
  9. Pronto, você já tem todas as informações que precisa para saber qual propriedade escolher e onde irá efetuar a sua reserva.

Alguns pontos finais, e importantes, na hora de decidir por uma propriedade:

  • Planos mudam, imprevistos ocorrem e novas promoções podem surgir. Se possível, opte sempre por propriedades que permitam o cancelamento gratuito de sua reserva (lembro que o Booking oferece este filtro nas pesquisas). Utilize esta facilidade com responsabilidade, uma vez que o cancelamento tardio pode trazer prejuízos aos donos de estabelecimentos.
  • Quando reservar residências fique atendo às taxas de limpeza, políticas e procedimentos de check-in/check-out, segurança do prédio e detalhes sobre a troca de enxoval se for se hospedar por longo período.
  • Sempre verifique se as taxas correspondentes a impostos estão incluídas no valor, ou não, e quais são.
  • Certifique-se de que escolheu a opção correta de datas e número de hóspedes na reserva. Informe também ao hotel sobre pedidos especiais, como disposição de camas, distância do elevador, andar alto, etc.
  • Verifique se o hotel, geralmente redes, oferece programa de fidelidade próprio ou possui parceria com empresas aéreas – não deixe de ganhar milhas!

O processo parece ser mais complexo e demorado do que realmente é. Depois de seguir este guia uma ou duas vezes, e ter-lo adaptado de acordo com as suas necessidades, verá que se tornará um trabalho simples e rápido. Lembre-se da importância de uma hospedagem para a satisfação geral de suas férias. Boa Viagem!

Algum comentário, dúvida ou sugestão? Escreva para mim abaixo!

Amazônia

Existiam dois lugares no Brasil que eu sempre quis visitar desde criança: o Pantanal e a Amazônia. Hoje eu já fui a ambos, mas para a Amazônia eu tenho vontade de voltar outras vezes – muitas vezes. Não que o Pantanal não seja incrível, ele é, mas a Amazônia é maior, mais complexa, mais misteriosa, mais verde, muito mais verde.

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Parque Nacional do Jaú.

Como sempre faço, pesquisei muito antes de decidir como seria minha primeira viagem à maior floresta tropical do mundo, seu pulmão. Quando criança, entre os seis e oito anos de idade, morei com minha família em Belém, mas pouco me lembrava dos passeios que fizemos nas florestas ao redor. Eu buscava uma experiência profunda, afastada da civilização e o mais próximo possível do que seria viver na região. Eu não queria hotéis fixos na selva, muito próximos da civilização, e alguns com animais “quase” amestrados para agradar aos turistas. Também não queria barcos grandes e luxuosos: não combinam com o ambiente. Muita gente, muito luxo, muito caro e não podem entrar nos afluentes mais estreitos dos grandes rios, muito menos atracar para visitar pequenos povoados.

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Nossa “casa” por 10 noites.

Dei sorte, muita sorte: encontrei uma empresa nova, com uma embarcação saindo há pouco do estaleiro, em estilo amazônico, e com dois sócios que buscavam (e conseguiram) oferecer aos seus clientes exatamente o que eu estava procurando. Navegamos por 10 noites e 11 dias, principalmente pelo Rio Negro, rio que pela composição química de sua água não é ideal para a proliferação de mosquitos. Visitamos aldeias, pequenas comunidades, escolas comunitárias administradas por um casal de europeus no meio da mata, fizemos trilhas, tomamos banho de cachoeira, passeios de canoa com pesca, e muitas outras atividades que fizeram desta, dentre dezenas de outras, uma das três mais incríveis viagens de minha vida. Ah, já ia me esquecendo de dizer, éramos apenas  8 turistas – a embarcação oferece oito suítes. Dentre estes estava um dos mais renomados ornitólogos do mundo, consultor da National Geographic! Acho que escolhi certo!

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Minha suíte. São oito quartos ao total para os hóspedes.

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Mesa de refeições em nossa “casa”.

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As dimensões de algumas árvores impressionam. Foto: Fernando Marotta.

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Trilha para Cachoeira

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Cachoeira no meio da floresta. Foto: Fernando Marotta.

Para quem é a Amazônia:

  • Para quem ama a natureza.
  • Para quem quer conhecer de perto a maior floresta tropical do mundo.
  • Para quem aprecia, e consegue, passar alguns dias quase que completamente afastado da civilização – isso inclui sinal de celular e internet!
  • Para quem gosta de fazer caminhas curtas e médias.
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Piscinas naturais no Parque Nacional do Jaú.

Para quem a Amazônia não serve:

  • Para aqueles que absolutamente não curtem a natureza, fauna e flora.
  • Para quem não consegue ficar longe da civilização nem mesmo por pouco tempo.
  • Para quem não consegue suportar um clima úmido e quente.
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O Boto cor de rosa.

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Passeio de canoa a três no entardecer da floresta.

Como Chegar

A Amazônia é imensa, como você já deve saber. Ocupa quase 40% de todo o território da América do Sul. Cerca de 60% da floresta está dentro do Brasil. A principal base para os passeios é Manaus, capital do estado do Amazonas. As principais empresas aéreas Brasileiras tem voos regulares para Manaus, com voos diretos a partir de algumas poucas capitais. É comum ter de fazer escala em Brasília.

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Manaus já foi uma cidade muito rica, ainda no final do século 19, início do século 20, em função da extração do látex da seringueira. Com a diversificação de seu plantio em outros continentes, a cidade não evoluiu muito economicamente, e isto é fácil de se verificar por suas ruas. Ainda assim, eu recomendo ao menos um dia na cidade para se visitar o porto, o Teatro Amazonas (lindo exemplo dos tempos áureos do ciclo da borracha) e experimentar sua rica gastronomia que, claro, inclui o Açaí e o Tambaqui assado.

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Almoço garantido depois de uma manhã de pesca.

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Lindo projeto educacional de dois europeus no interior da floresta.

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Moradora de comunidade ribeirinha.

Quando ir

A Amazônia tem apenas duas estações que se revezam em períodos quase iguais de seis meses cada: verão, de junho a novembro, quente e um pouco mais seco, quando chove pouco, e inverno, de dezembro a maio, quente e úmido, época em que as chuvas são frequentes. O clima exerce grande impacto na experiência que você terá ao visitar a região: No verão, mais seco, aparecem diversas praias e ilhas nos grandes rios e seus afluentes, mas em períodos de água muito baixa fica muito difícil para barcos navegarem em rios menores, o que pode comprometer os passeios. No inverno, chuvoso, você irá encontrar muito menos praias, mas os barcos conseguem entrar sem dificuldade em rios mais estreitos ou igarapés.

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Essa foi a minha experiência, a primeira de outras, eu espero. Eu tive a sorte de conseguir encontrar exatamente o que buscava. Ao pensar em fazer uma visita à Amazônia não se limite somente a ir à Manaus e fazer um passeio de um dia, à floresta próxima e/ou ao encontro das águas. Esse lugar único em nosso planeta merece muito mais do que isso.

Se quiser saber detalhes sobre esse roteiro ou tiver qualquer dúvida, por favor entre em contato comigo!

Abraço,

Christian Mattos

 

 

 

 

 

Sim, Jalapão! O engraçado é que apenas uma minoria das pessoas com quem falo sobre este lugar já ouviram falar sobre ele. Dos poucos que já escutaram, raros são os que sabem mais do que seu nome ou onde fica no Brasil.

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Cânion da Suçuapara, ainda na estrada para o Parque.

O Parque Estadual do Jalapão é jovem, foi fundado em 2001. Com vegetação predominantemente de cerrado, ele cobre uma área de 34.000 Km² na região leste do estado do Tocantins. A maior parte de suas atrações encontra-se nas áreas dos municípios de Mateiros e São Félix do Tocantins.

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O Rio Novo, perto da Cachoeira da Velha.

Lindas veredas, dunas, cachoeiras, chapadões, serras e fervedouros (de onde brotam nascentes de água) que são o habitat de centenas de pássaros, mamíferos e répteis. Mas tem também rios de água potável, nos quais é possível fazer canoagem ou apenas relaxar, e o já mundialmente famoso capim dourado, do qual se fabricam lindos artesanatos, somente produzidos neste local.

 

Por ser uma região ainda pouco explorada, visitar o Jalapão não é para qualquer um. É preciso gostar de natureza e saber que você irá enfrentar algumas  privações de conforto e “conectividade” com o mundo ao seu redor, além de ter o corpo preparado para muitas horas de estradas sem pavimentação.

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A Cachoeira da Velha.

Para quem é o Jalapão:

  • Para quem adora a natureza.
  • Para quem gosta de visitar lugares ainda pouco explorados – juro que você não vai ver frotas de ônibus de turismo (ao menos não por enquanto).
  • Para quem gosta de caminhadas – não são muitas, mas subir um dos chapadões foi ótimo!
  • Para quem não se importa em dormir em barracas, mesmo que estas tenham mínimo conforto, incluindo toalete.
  • Para quem está disposto a enfrentar horas de estradas de areia em condições precárias – para mim valeu muito a pena!
  • Para quem gosta ou consegue passar alguns dias longe da internet.
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Casal de Arara-canindé.

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Fervedouro do Soninho

Para quem o Jalapão não funciona:

  • Para quem não está disposto a praticamente todos os dias trafegar por horas de estradas de areia.
  • Para quem gosta de natureza, mas prefere ir a lugares que oferecem algum tipo de luxo ou conforto.
  • Para quem não curte caminhadas.
  • Para quem não consegue ficar longe da internet.
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Chegando nas Dunas para ver o Pôr do Sol.

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Dunas do Jalapão

Como Chegar:

Para o Jalapão, assim como para outros lugares pouco povoados e com pouca infraestrutura, como Amazônia ou safaris na África, eu recomendo a contratação de uma empresa especializada. Entre em contato conosco e iremos lhe recomendar a empresa que conhecemos e confiamos. Estarão incluídos todos os transferes, passeios, acomodação e refeições.

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O aeroporto comercial mais próximo fica na capital do Tocantins, Palmas. De lá você tem duas opções para seguir ao Parque Estadual, a cerca de 300 km, e visitar todas as suas atrações.

  • Alugar um veículo – Acredito que apenas veículos com tração nas quatro rodas consigam ir a todas as atrações do parque, e mesmo assim com alguma dificuldade de vez em quando.
  • Utilizar uma empresa especializada no Jalapão – como já disse antes, esta é sem dúvida a melhor opção.
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O grupo na Cachoeira da Formiga.

Onde Ficar:

Se for por conta própria, você deve utilizar como base as cidades de Mateiros ou São Felix do Jalapão, distante cerca de 300 km ao leste da capital. As opções de hospedagem são bastante rústicas.

Ao contratar uma empresa, provavelmente irá dormir em campings com boa ou ótima estrutura.

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A beleza das veredas.

Onde Comer:

Como as distâncias são grandes e o local bastante rústico, ao contratar uma empresa suas refeições estarão incluídas no pacote, e seu fornecedor deverá providenciar um bom cardápio que inclua pratos típicos da região, como peixes locais.

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O Chapadão e a estrada que corta o parque.

O Que Fazer:

Não há falta do que fazer no Jalapão: Cachoeiras, caminhadas, dunas, fervedouros, rafting. Uma vez mais, apenas uma empresa especializada, e de qualidade, irá conhecer todos os lugares para visitar e saber organizar um roteiro que possa melhor se encaixar com sua visita. As distâncias entre as diversas atrações são grandes e as estradas de areia dificultam muito o trajeto, por isso é muito difícil combinar muitas atrações em um mesmo dia.

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Canoagem no Rio Novo.

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Subida ao Chapadão.

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O artesanato em Capim Dourado.

 

Quando ir ao Jalapão:

É possível visitar o Jalapão durante todo o ano. No período de seca, de maio a Setembro, o céu fica super azul, os dias quentes, porém as noites bem frescas (as vezes frio de 15 graus). O problema do final deste período, a partir de início de Setembro, são as queimadas, muito comuns na região. No período de chuvas, de Outubro a Abril, faz menos calor durante o dia, porém as noites são mais quentes. Se quiser ver o capim dourado em seu auge, visite em Setembro.

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O Sol se põe no Jalapão.

 

 

 

 

 

 

 

Muito se fala sobre Machu Picchu. Sim, o lugar é fantástico e vale todo o esforço para se chegar até lá, inclusive suportar o processo de aclimatização ao ar rarefeito da cidade de Cusco, paragem (quase) obrigatória para se chegar à Cidade Perdida dos Incas. Mas Machu Picchu não deve ser o único objetivo de uma viagem ao Peru. Você tem a oportunidade de antes compreender melhor outras culturas pré-colombianas (aquelas anteriores à chegada dos espanhóis). Dessa forma sua visita se tornará muito mais significativa, e você também irá conhecer outros lugares surpreendentes nesta incrível parte da América do Sul.

Este post não traz detalhes nem sugestões relacionadas à viagem de peregrinação pela Trilha dos Incas, a pé desde Cusco até Machu Picchu.

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Escultura em madeira de civilização pré-colombiana – Museu Larco

De forma resumida eu sugiro o seguinte roteiro:

  • Passe ao menos dois dias inteiros em Lima, capital do Peru. Além de uma gastronomia incrível, que hoje influencia cozinhas de todo o mundo, lá você poderá entender melhor sobre a origem dos povos que habitaram a região há muitos séculos. Visite o Museu Larco: nele você irá aprender que a civilização Inca, apesar de grandiosa, somente é a mais famosa por uma questão cronológica – eram os Incas que dominavam a região na época da chegada dos espanhóis, por isso existem mais informações a seu respeito. Civilizações anteriores foram tão ou mais grandiosas e colaboraram muito com as tecnologias e organização dos próprios Incas.
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Soldados em frente ao Palácio Presidencial em Lima

  •  Siga para Cusco. Use a cidade como base para conhecer o Vale Sagrado, região à volta de Cusco na qual nasceram, se desenvolveram e morreram outras civilizações. Lembre-se que irá sair de Lima, que está ao nível do mar, e chegará em Cusco, a cerca de 3.400 metros de altitude. É quase impossível uma pessoa não sentir ao menos alguns efeitos da altitude e seu ar rarefeito, mas algumas pessoas sentem mais que outras. Eu, por exemplo, durmo mal e sinto dores de cabeça frequentes.  Mas como o passar do dias seu corpo vai se acostumando ao novo clima. Importante não fazer nenhum atividade extenuante nos primeiros dias.
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Centro de Cusco

  • Permita de dois a três dias inteiros para Cusco e Vale Sagrado. Conheça Andahuaylillas na Valle Sur, não deixe de visitar as Salinas de Maras, perto de Moray e a histórica Pisac.
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Tecelagem no Vale Sagrado.

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Salinas de Maras

  • Siga de trem e durma uma noite na charmosa cidade Inca de Ollantaytambo ou no vale de Urubamba, algo como metade do caminho para Aguas Calientes, base para Machu Picchu.
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Algumas das diferentes variedades de milho no Peru

  • Durma a noite anterior em Aguas Calientes – ou saia bem cedo de Ollantaytambo. O importante é chegar cedo em Muchu Picchu.
  • Se for uma pessoa que gosta muito de exercício e aguentar fortes emoções, recomendo se programar para subir a montanha de Huayna Picchu, o simbólico pico ao norte da cidade Inca. A subida não é para qualquer um e deve ser programada com antecedência, em função do número limitado de ingressos diários para a atração. Veja mais detalhes neste link.

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  • Se tiver realmente interesse em conhecer melhor a história dos povos e de todos os sítios arqueológicos que irá visitar, eu recomendo contratar tour privado. Se estiver em grupo de 4 pessoas, pode ser mais vantajoso que todos irem em um tour com muitas pessoas.

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Como Chegar

A Latam oferece voos diretos desde São Paulo, e a TACA Peru, desde São Paulo e Rio de Janeiro, diretamente ou através da Avianca. Você pode comprar a passagem através da modalidade de múltiplos destinos, desta forma pode optar por passar alguns dias em Lima antes de seguir para Cusco.

Para visitar o Vale Sagrado o ideal é trabalhar com uma agência local, que irá fornecer um guia e transporte entre as atrações.

O caminho entre Cusco e o povoado de Machu Picchu (Aguas Calientes) deve ser feito de trem. Quanto ao trem, existem diferentes opções, desde a mais simples, utilizada pelo moradores locais, passando pelos carros de classe “turística” até o mais luxuoso, da rede de hotéis Belmond, que pode incluir pernoites luxuosas no caminho pelos Andes Peruanos. Você encontra detalhes sobre opções e valores neste link.

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Tapas no delicioso Cicciolina, em Cusco.

Onde Ficar em Lima

Os melhores bairros para se hospedar em Lima são San Isidro e Miraflores.

Onde Ficar em Cusco

  • Belmond Hotel Monasterio – suntuoso cinco estrelas em antigo mosteiro do final do século XIV.
  • JW Marriott El Convento – extremamente bem localizado e com arquitetura que impressiona pela preservação de seus detalhes históricos.
  • Atiq Hotel Boutique – Preços adequados em um hotel boutique com muito charme e bem localizado, com lindas vistas de algumas de suas suítes.
  • Esplendor Cusco – ótima relação custo-benefício no centro de Cusco, poucos metros acima da praça principal.

Onde Ficar no Vale Sagrado

  • Tambo del Inca, a Luxury Collection Resort & Spa – luxuoso hotel no Vale Sagrado, único com parada do trem que o leva aos pés da montanha para Machu Picchu. Ótima opção para a noite anterior à visita à cidade perdida ou para usar como base para conhecer todo o vale. Você consegue diárias abaixo de US$200, o que é um ótimo valor para o nível do hotel.
  • Inkaterra Hacienda Urubamba – outra luxuosa opção no Vale Sagrado, com lindos e amplos bangalôs com belas vistas para as montanhas ao redor.
  • Tierra Viva Valle Sagrado Urubamba – ótimo custo-benefício no Vale Sagrado, a cerca de 15 km de Ollantaytambo.
  • Taypikala Valle Sagrado – Outra opção de ótimo valor no Valle Sagrado.

 

Onde ficar em Muchu Picchu

A grande maioria dos hotéis, na verdade, fica na cidade de Aguas Calientes, ou povoado de Machu Picchu, abaixo da montanha onde fica localizada a Cidade Perdida.

  • Belmond Santuary Lodge – o único hotel localizado no topo da montanha, ao lado da entrada do parque, com lindas vistas para o  Monte Huayna Picchu. Um cinco estrelas luxuoso, apesar de os quartos mais “simples” serem razoavelmente pequenos. O valor das diárias representa bem tal exclusividade.
  • Sumaq Machu Picchu Hotel – talvez o melhor cinco estrelas no povoado de Machu Picchu, localizado a beira do Rio Urubamba.
  • Casa Del Sol Machupicchu – estilo de hotel boutique, possui amplos quartos a beira do Rio Urubamba. Recomendado para casais.
  • Taypikala Machu Picchu – apesar de grande conta com quartos bem equipados e preserva bom serviço ao estilo de um pequeno hotel. Boa relação custo-benefício.

Onde Comer

A cozinha Peruana é famosa em todo o mundo em função de seu passado histórico, da variedade de seus temperos e da criatividade de seus chefes e, claro, não se limita somente ao quase onipresente ceviche. Listamos aqui algumas sugestões, mas as escolhas são tantas que sempre vale a pena pesquisar mais e se informar com amigos e concierge sobre novidades.

Lima

  • Nanka – Se denomina cozinha de Fusíon Orgánica. Pratos com apresentação sofisticada em ambiente agradável e descontraído. Comida fantástica.
  • Maido – Alta gastronomia Japonesa com forte influência peruana. Reservas são essenciais.
  • Astrid & Gaston – o outrora famosíssimo restaurante ainda possui sua clientela fiel, mas existe alguma reclamação quanto ao serviço atualmente. Faça reserva.
  • La Mar – Com filiais em outros países, inclusive no Brasil, oferece ótimos pratos peruanos a preços adequados.
  • El Mercado – Funciona somente no almoço este belo e descontraído restaurante de Miraflores especializado em frutos do mar, e comandado pelo renomado chef Rafael Osterling.

Cusco

  • Le Soleil – Cozinha Francesa a 3.400 metros de altitude.
  • Qespi – Cozinha Peruana moderna dentro no hotel JW Marriott. Prepare-se para preços mais elevados, mas qualidade e serviço à altura.
  • Cicciolina – Apesar do nome e de também oferecer pratos italianos, oferece deliciosas tapas no disputado bar. Preços bastante adequados.
  • Senzo – Ótimo serviço e perfeito equilíbrio entre as cozinhas Peruana e Espanhola neste restaurante dentro do hotel Belmond Monasterio.
  • Faustina – Uma unanimidade entre locais e turistas, o restaurante resume bem a experiência da cozinha Cusqueña. Bons preços.

Muchu Picchu – Aguas Calientes

  • The Tree House – Simpático e bem decorado restaurante especializado em criativos pratos Peruanos.
  • Chullpi Machupicchu – Comida Peruana de fusão com preços razoáveis. Trabalha com menu degustação.

 

Quando ir

Julho e Agosto são os meses mais cheios, exatamente quando ocorrem as férias de verão no hemisfério norte, que fornece a maioria de turistas na região. Esta é também a temporada menos úmida – nesta região aos pés dos Andes não existe exatamente uma temporada seca. Os meses mais chuvosos vão de Novembro a Abril, sendo Janeiro e Fevereiro os meses com maior histórico de precipitações.

Em 2014 decidi que queria comemorar meu aniversário no Caribe. Comecei a pesquisar e um dos meus pré-requisitos era fugir das ilhas mais populares, como Aruba, Curaçao ou República Dominicana. Mirava em algo novo, pouco explorado e lindo – tinha que ser incrível, ter praias desertas… E, finalmente, ao pesquisar St. Martin, descobri Anguilla, exatamente o paraíso que buscava! A viagem a essa quase desconhecida ilha do Caribe, junto à St Barths, foi um dos melhores presentes de minha vida!

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Shoal Bay East

Descoberta por Cristóvão Colombo em 1493, Anguilla é pequena: somente 26 km de comprimento por 5 km de largura. A ilha possui 33 praias e o desafio é encontrar a sua preferida, a menos exuberante. As cores da água variam de um azul turquesa difícil de acreditar pelas fotos, a um verde esmeralda, quase transparente. A população em 2016 era estimada em 15.000 habitantes, mais de 90% de etnia negra. Por se tratar de  um Protetorado do Reino Unido, todos falam inglês. São um povo extremamente educado e hospitaleiro (parece uma cidade do interior, com todos se cumprimentando). O volante fica ao lado direito do carro. A moeda oficial é o Eastern Caribbean Dollar, mas o dólar americano é amplamente aceito em toda a ilha.

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Sim, a praia é toda sua.

Para quem é Anguilla:

  • Para quem gosta de praias paradisíacas – muitas delas!
  • Para uma lua de mel em um lugar incrível, a apenas 11 horas de viagem do Brasil (pela Copa Airlines) e com apenas uma hora de diferença no fuso-horário – compare com 30 horas de viagem + 8 de fuso com as Maldivas.
  • Para quem quer sossego: sozinho, em casal ou em família. Anguilla não tem nenhum grande resort, não tem casinos, nem mesmo um shopping center. Esportes aquáticos motorizados (jet ski) são proibidos. A vida noturna se resume à festas em alguns hotéis, uma famosa casa de Reggae ou a uma única casa noturna.
  • Para quem gosta de um bom Reggae – há ótimas opção na ilha.
  • Para quem gosta de comer bem. A ilha possui ótimos restaurantes, administrados por locais ou por Chefs dos EUA ou Europa que largaram tudo e foram para lá, a fim de satisfazer paladares como os de Robert DeNiro e Paul McCartney, visitantes frequentes.
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Convidativo?

Para quem Anguilla não funciona:

  • Para quem busca agitação dia e noite.
  • Para quem estiver com o orçamento muito baixo – apesar de não ser cara como a irmã St. Barth, a exclusividade e beleza tem seu preço.
  • Para quem busca grandes resorts com sistem all-inclusive e atividades na piscina e mar o dia inteiro.

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Como chegar

Anguilla fica a pouco menos de 20km de St. Marteen /St Martin, onde fica localizado o grande aeroporto internacional Princesa Juliana. Você chega à St Marteen do Brasil através de Copa Airlines, com ótimas conexões na Cidade do Panamá, ou através dos EUA, voando Delta ou American Airlines, mas com piores conexões e o inconveniente de fazer migração nos EUA. De St. Marteen para Anguilla, são duas opções: 1- pegar um taxi do aeroporto e se encaminhar para o porto de St. Martin (cerca de 20 minutos, por US$20). De lá saem lanchas de passageiros a toda hora para o trajeto de 20 minutos até Anguilla (cerca de US$15/pessoa); 2 – voar para Anguilla através da Anguilla Air Services. O voo dura pouco mais de 10 minutos e custa cerca de US$100 por trecho – siga este link. A ilha, assim como nenhuma das ilhas ao redor, não exige visto de nacionais do Brasil.

Como se locomover

Sem dúvida você deverá alugar um carro, ou estará sujeito a chamar táxis o tempo todo, e certamente irá gastar muito mais. Ao reservar com alguma das grandes locadoras (eu escolhi a Avis) estas deverão deixar seu carro estacionado no local onde você ficará hospedado, e um agente irá passar por lá depois para assinar o contrato – tudo muito funcional. Desta forma, chegando de barco ou avião à ilha, você deverá pegar um táxi até seu hotel.

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O Malliouhana Auberge Resort.

Dois pontos importantes: na ilha, por ser um protetorado Britânico, os carros tem volante no lado direito e se dirige sempre do lado esquerdo da rua, portanto é aconselhável sempre alugar um carro automático. Algumas locadoras oferecem carros com volante no lado esquerdo – mas nunca se esqueça de permanecer do lado esquerdo da estrada! Você deverá pagar por uma licença de dirigir temporária, vendida pelas próprias locadoras, pelo valor de US$20.

A ilha, por ser muito pequena, possui somente uma estrada principal, que corta todo o território, e diversas pequenas estradas vicinais, a maioria de terra ou areia. Para navegação, eu usei o APP da Tomtom que tenho instalado em meu celular.

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Nature Explores Anguilla

Onde Ficar

Como já mencionado, a ilha não possui nenhum grande resort com centenas de quartos. Uma boa parte dos hotéis são de categoria superior/luxo, mas também existem opções mais baratas, incluindo o aluguel de apartamentos e pequenas casas de locais. Se quiser preços mais baixos e promoções, procure ir após a Páscoa, mas antes de Julho ou Agosto, quando aumentam as chances das tempestades tropicais, ou até mesmo furacões.

Carimar Beach Club – Foi onde eu me hospedei. Localizado na idílica praia de Mead’s Bay, aluga casas de dois andares divididas para dois clientes ,térreo ou superior. Acomodam confortavelmente um casal com até dois filhos. As casas estão todas viradas para o mar, mas apenas duas tem a vista indevassável. As casas são completas, incluindo ótima cozinha, e contam com arrumação diária. Não oferece café da manhã. A poucos km dali fica o maior supermercado da Ilha, onde se pode comprar de tudo – preços em Eastern Caribbean Dollars. Dica: fui em um mês de junho e peguei uma promoção 7 dias por 5 diárias – aparece um pouco antes da Páscoa. Com esta promoção eu paguei US$160/dia em Junho de 2014.

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Foto tirada da areia – a 10 metros do mar.

Frangipani Beach Resort – sempre disputando a primeira colocação no TripAdvisor com o Carimar Beach Club, o Frangipani fica na mesma praia, a poucos metros de seu rival. Oferece quartos com bastante conforto e ótimo serviço de praia.

Four Seasons Resort and Residences Anguilla – Um dos cinco estrelas da Ilha, também na mesma Meads Bay, oferece quartos e Vilas luxuosas a preços compatíveis com a sofisticação.

Belmond Cap Juluca – O único hotel na exclusiva Maundays Bay, com todas as Vilas literalmente na areia da praia. Pertence ao mesmo grupo dono do Copacabana Palace. Se estiver fora do seu budget, ao menos passeie pela praia durante sua estada – não se esqueça, todas as praias de Anguilla são públicas.

Zemi Beach House, Resort & Spa – Na famosa Shoal Bay, o Zemi é um hotel de luxo com todos os serviços que você possa esperar, incluindo um ótimo restaurante e serviços de praia. 

Onde Comer

De acordo com o respeitado site Condé Nast, Anguilla oferece a melhor gastronomia de todo o Caribe! Desde Haute Cuisine até fantásticas barracas de praia (Beach Shacks), onde você encontra peixes e crustáceos chegando no mar do Caribe. Poucas pessoas iriam discordar de que em Anguilla é muito difícil errar na escolha de onde comer. Não importa o preço que você está disposto a pagar, nesta ilha você irá comer bem. Esses são apenas alguns exemplos, muitos outros, assim como informações mais detalhadas sobre a ilha, seus restaurantes e hotéis, podem ser encontradas neste ótimo website.

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Crayfish & Hot Johnny Cakes – Tradição de Anguilla – Fonte:anguilla-beaches

Sunset Lounge at Fourseasons Anguilla – Bar sofisticado servindo pratos com toque asiático e com uma incomparável vista para o mar de caribe e o pôr do sol.

Blanchards Beach Shack – versão “fastfood de praia” do já famoso Blanchards Restaurant, logo ao lado. Ótimos sanduíches, saladas, cookies, etc.

Blanchards Restaurant – já uma instituição na ilha, comandado pelo casal Bob e Melinda, o Blanchards é a pedida certa para um jantar romântico a dois.

Veya Restaurant – Em linda construção que remete a uma casa de árvore, o Veya serve pratos sofisticados com uma variada lista de vinhos. Foi onde comemorei meu aniversário de 40 anos. Como a maioria dos restaurantes desse nível na ilha, reservas são altamente recomendadas.

Sunshine Shack – O único Shack na praia de Rendezvous, famoso tanto por seu dono, Garvey (figura local e ótimo músico), quanto por sua vista da praia e ilha de St. Martin. Frescos peixes e frutos do mar são feitos na grelha a sua frente e servidos em sua barraca.

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Rendezvous Beach, em frente ao Sunshine Shack.

O que fazer

Explorar a ilha desde seu centro mais urbanizado, até o leste, inóspito e acessível por 4×4 (preferencialmente), kite surf, Stand-up Paddle, mergulho por snorkel ou garrafa, caça submarina, pesca em terra ou alto mar, velejar para a próxima e inabitada Prickley Pear Cays. Não há falta do que fazer em Anguilla!

Com a exceção de Sandy Ground Beach, o porto principal, e as praias com hotéis à beira-mar, muitas das praias de Anguilla tem pouco ou nenhum serviço, por isso é recomendado levar ou pegar emprestado guarda-sol, cadeiras e um cooler com bebidas e snacks para seu passeio. A maioria dos hotéis fornecem os itens básicos de praia sem custo adicional.

Pergunte em seu hotel qual será o bar ou restaurante com show nos dias em que estiver visitando. Como a ilha é pequena, e o número de visitantes não é grande, é normal que hajam somente um ou dois locais com shows diurnos a cada dia da semana. Seu hotel deverá saber lhe informar o lugar certo.

Passeio de Barco – Fizemos o passeio de Catamarã com a Sail Chocolat – foi tudo perfeito. O capitão, Sr. Rollings, a princípio parece antipático, ditando todas as regras dentro de sua embarcação, mas logo todos percebem que aquilo é necessário a fim de assegurar a segurança de todos, e ele se mostra muito simpático e solícito por todo o passeio.  Visitamos Prickly Pear Cays, duas pequenas ilhotas inabitadas a cerca de 10 km da costa de Anguilla. Um ótimo almoço é servido na ilha e depois de cerca de 2 horas partimos para Sandy Island, uma ilhota entre Anguilla e Prickly Pear – um daqueles locais perfeitos para se filmar um comercial de pasta de dente : )

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Prickly Pear Cays.

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Sandy  Island. Ótimo local para snorkeling.

Stand-up Paddle até Little Bay – Little Bay é uma linda praia onde se chega somente de embarcação (alguns mais corajosos escalam o penhasco). Você chega através da praia de Crocus Beach, onde pode pagar US$10/pessoa pela carona de um barco taxi (ida e volta) ou alugar uma prancha de SUP no CéBlue Resort, por cerca de US$15/hora. Leve água e comida para Little Bay, pois não há nenhum serviço na pequena praia. Ao voltar, verifique se haverá show de Reggae no CéBlue – geralmente aos sábados e/ou domingos. Servem ótimos almoços e drinks por lá também. 

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Stand-up Paddle saindo de Crocus Beach.

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Areia fina e branca e água morna!

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Pôr do Sol em Mead’s Bay – em frente ao Carimar Beach Club.

Preciosa dica – É possível e simples combinar Anguilla e a charmosíssima vizinha ilha de St. Barthélemy (ou St. Baths para os íntimos). Não existem voos comerciais ou barcos regulares entre as ilhas, apesar de que reservar um destes é possível. O ideal é voltar para St. Martin e seguir de barco (cerca de uma hora) ou avião, 13 minutos, em um dos passeios mais lindos e emocionantes que terá na vida! Mas essa é história para outro post!

Quando ir

Anguilla está no cinturão de furacões do Caribe, portanto, oficialmente, a temporada com riscos de furacões vai de junho a novembro, apesar de que muito raramente eles ocorram nos meses limítrofes. Eu fui em junho que o tempo estava magnífico. Os preços são mais altos entre o início de dezembro até o feriado de Páscoa, quando passam a se oferecer boas promoções de hotéis e serviços. 

Comente, pergunte e iremos responder.

 

A capital do vinho na Argentina é hoje um dos principais destinos de enoturismo em todo o mundo. Além do vinho, fantástico, a cozinha “mendocina” é também uma das melhores da Argentina. Mas tem também a natureza com cenários exuberantes, resorts de neve próximos, trilhas pelos Andes, cavalgadas, e muito mais. Em função da vizinha e exuberante Cordilheira dos Andes, que faz uma barreira natural para a umidade que vem do Oceano Pacífico,quase não chove na região. Esta “quase” certeza de sol o ano inteiro é mais um ponto positivo para seus visitantes.

Eu fui de carro, partindo do Rio de Janeiro. Desta forma pude aproveitar bastante a região e, claro, trazer 48 garrafas de vinho sem pagar por excesso de bagagem!

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Minha entrada de carro no estado de Mendoza.

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Vinhedos da Vistalba, em Lujan de Cuyo.

Como acontece em outros estados da Argentina, Mendoza é o nome do estado assim como também de sua capital. Isso por vezes faz com que algumas pessoas, naturalmente, optem por ficar na cidade Mendoza. Embora a cidade seja agradável, os principais vinhedos e vinícolas (ou Bodegas em espanhol), estão a ao menos 20-30 km da cidade. Algumas microrregiões consagradas, e suas vinícolas fantásticas, estão muito mais distantes, como são os casos do Valle do Uco (85km) ou Tupungato (75Km). Portanto, se estiver procurando uma estadia mais charmosa, e próxima dos vinhedos, se hospede em locais como Chacras de Coria (charmosíssima e com ótimos restaurantes). Ou, ainda mais intimista, opte por dormir em alguma das vinícolas que oferecem esta possibilidade.

 

Mas o turismo em Mendoza não se resume somente aos fermentados de uvas. A região é de uma beleza natural incrível, tanto em suas planícies, quanto nas montanhas ao seu redor: guanacos (um tipo de lhama), vulcões, estradas centenárias e muitos outros atrativos certamente são um ótimo pedido entre um dia e outro de degustações.

 

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Guanacos na antiga estrada de Los Caracoles.

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    Passeio a cavalo com a vista da Cordilheira dos Andes ao fundo.

    Como chegar em Mendoza

A cidade é servida pelo Aeroporto Internacional Gobernador Francisco Gabrielli. No momento a Gol é a única que oferece um voo semanal sem escalas, saindo de São Paulo GRU. Boas conexões podem ser encontradas com Aerolíneas Argentinas e Latam.

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Por todos os lados se avistam as montanhas.

  • Como se locomover pela região

A melhor opção, sem dúvida, é a locação de um carro. Dessa forma você pode definir seu roteiro e decidir seus horários. O leque de atrações é muito grande e as distâncias são grandes. A cidade é atendida pelas principais locadoras internacionais, assim como algumas fornecedoras locais. Eu, como já disse, fui de carro do Rio de Janeiro, portanto não tive experiência com as empresas locais. Atenção para a localização das vinícolas, que muitas vezes se localizam em estradas secundárias de terra e com numeração bastante confusa. Além de um bom GPS (ou Waze!), sugiro também um bom e velho mapa, que você pode encontrar neste link.

Se optar por não alugar um veículo, você poderá utilizar o serviço de inúmeras operadoras de turismo na região. Estas oferecem deste passeios em grupo para as vinícolas, até experiências muito mais exclusivas de visitação e degustação dos vinhos.

Para os passeios mais exclusivos eu recomendo a The Tintos,  empresa de meu amigo Stéphane, que além de ser um sommelier 2* Michelin, é também um grande Chef de cozinha.

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A Cordilheira dos Andes ao redor de Chacras de Coria.

Onde Ficar

Algumas boa opções de acordo com sua preferência de localidade:

Cidade de Mendoza

  • Park Hyatt Mendoza Hotel, Casino & Spa – talvez o mais conhecido e sofisticado hotel da cidade de Mendoza. Um prédio suntuoso em frente a linda a bem arborizada Praça Independência.
  • Diplomatic Hotel – Um ótimo cinco estrelas, com a vantagem de oferecer estacionamento gratuito e possibilidade de locação de veículos direto com o hotel.

Chacras de Cória

O mais sofisticado dos pequenos vilarejos nas micro-regiões de Mendoza oferece ótimas opções de hospedagem.

  • Casa Glebinias – Charme e tradição nesta linda pousada rodeada por belos jardins, a apenas 15 km de distância da cidade de Mendoza, e bem mais próximo a algumas de suas melhores vinícolas.
  • Lares de Chacras – Hotel quatro estrelas com serviço exemplar e quartos bastante amplos.

Vistalba

A apenas cinco minutos do centro de Chacras de Coria, Vistalba abriga alguns dos mais famosos produtos de Malbec de toda a região.

  • La Posada de Bodega Vistalba – Dentro de uma de minhas vinícolas favoritas, a posada, em prédio de arquitetura que lhe remete à região de Borgonha, é uma das melhores opções para uma estada bem, digamos, intimista com o mundo do vinho.
  • Entre Cielos – Uma experiência exclusiva neste cinco estrelas localizado no meio da na zona rural de Vistalba, em meio a lindos parreirais.

Vale do Uco

A cerca de 100 km ao sul de Mendoza e com paisagens deslumbrantes.

Onde Comer

O que seria de uma ótima região vinícola sem uma gastronomia de alta qualidade? Mendoza não decepciona neste quesito, qualquer que seja seu paladar ou conta bancária.

Cidade de Mendoza

1884 Restaurante Francis Mallmann – O mais famoso Chef Argentino em todo o mundo comanda este ícone da Cocina Mendocina. Foi o primeiro restaurante a funcionar dentro de uma vinícola da região, a Escorihuela Gascón. Frutos do Mar, Massas e, claro, um fantástico Assado. Fica localizado em Godoy Cruz, a apenas 5 km de Mendoza.

Josefina Restó – Localizado no centro de Mendoza, na Avenida Villanueva, onde podem ser encontrados outros bons restaurantes. Comida Argentina e Mediterrânea de ótima qualidade e atendimento atencioso, com ótimo custo x benefício.

Arredores

ILO Restaurante – Ótima opção quando for visitar a linda região de Tupungato, distante 80 km da capital. Parada certa da maioria dos donos de Bodegas da região no horário do almoço, serve pratos criativos a preços adequados. Experimente, além da deliciosa empanada, a famosa sobremesa criada pela filha do chef – inclui pimenta preta e azeite virgem! Parece estranho, mas é incrível!

Casa El Inimigo – Restaurante da premiada Bodega de mesmo nome, se situa em primeiro lugar no ranking de restaurantes do site TripAdvisor. Localizado na região de Maipu, cerca de 30 da capital.

Dantesco Restaurante – Em ambiente muito agradável, serve ótimas massas e carnes no charmoso centro de Chacras de Cória, cerca de 18km da capital Mendoza.

Bodega Lagarde – Premiado restaurante dentro da famosa produtora de vinhos, em Lujan de Cuyo, a 18Km de Mendoza.

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Lindo corte au poivre no Restaurante Ilo, em Tupungato – ótima opção para o almoço.

 

Quando ir

Devido ao clima quase desértico, Mendoza pode ser visitada durante todo o ano. Um dos maiores benefícios ao cultivo das uvas é a grande amplitude térmica da região, portanto espere por dias quentes (bastante no verão) e noites com temperatura bem mais amena. Se gostar de esquiar, vá no inverno, e conjugue com esqui em alguns dos resorts próximos, como Las Leñas. A festa da Vendimia, no período que ocorre as colheitas de uva, é bastante animada, mas também é nesta época que a região lota de turistas e preços sobem bastante. Como amo fotografar, prefiro o Outono, entre Abril e Maio, quando a paisagem fica exuberante e as noites começam a ficar mais frias.

Bodegas (Vinícolas)

Sempre existirá um pouco de preferência pessoal quanto a que tipos de vinícolas você gostará de visitar. Eu prefiro os pequenos produtores, não obrigatoriamente as conhecidas Vinícolas Boutique, apesar de adorar algumas destas. Mas também fiz questão de visitar duas das grandes produtoras, podendo desta forma fazer melhor comparação entre seus estilos de produção, visita guiada, arquitetura e, óbvio, seus vinhos.

Pulenta Estate

Vou começar por uma de minhas preferidas. Situada na região de Alto Agrelo, micro-região de Lujan de Cuyo, no lindo caminho que leva para Tupungato. Os donos, Eduardo e Hugo, são também apaixonados por velocidade, e além da Vinícola também são representantes da Porsche na Argentina. A primeira coisa que chama atenção ao entrar na casa principal, depois de passar pelos seus lindos vinhedos, será um motor de Fórmula 1 estacionado no meio da sala de estar.

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A entrada do prédio principal.

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Na mesa de degustação.

A Visita –  O foco da Pulenta é sempre a qualidade, nunca a quantidade, por isso a produção anual é bastante limitada. Além do já famoso Malbec, ressalto o melhor (e não somente para mim) Cabernet Franc da Argentina. Mas meu favorito é o Grand Corte, cada ano com uma assemblage distinta, de acordo com a safra e com a sabedoria do enólogo. Toda a área de produção e degustação ficam no subsolo do prédio principal. As visitas são sempre em pequenos grupos, o que confere um perfil muito mais exclusivo para os turistas. Degustações devem ser sempre agendadas com antecedência, e podem ser feitas em pequenos grupos ou individualmente. As reservas podem ser feitas por agências ou diretamente através do e-mail ou telefone informados no site.

Dica – planeje almoçar no Restaurante Ilo, em Tupungato – mais detalhes acima.

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Foto ao lado da gerente da vinícola. Não consegui segurar as duas caixas que comprei!

 

Vistalba

Outra de minhas favoritas, não por coincidência é propriedade do irmão dos donos da Pulenta Estate. Em prédio de arquitetura exuberante, estilo da Borgonha, oferece uma visita também bastante exclusiva. Fica a somente cerca de 20 da capital. Existem horários de visitação fixos, e maiores informações podem ser encontradas aqui. Quanto aos vinhos, eu nunca degustei nenhum que não gostasse, mas meus favoritos são o Tomero Gran Reserva Malbec e Corte A (B e C são também ótimos, e mais baratos).

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Os Vinhedos em Lujan de Cuyo.

 

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No subsolo da vinícola você pode ver como é o solo na região. Pobre e perfeito para uvas.

 

Atamisque

Uma linda e imensa propriedade na entrada de Tupungato, a 70 km da capital. A Atamisque pertence a um casal de franceses, ele um aposentado alto executivo de multinacional. Além da propriedade, realmente impressionante pelo tamanho, impressiona também a beleza da arquitetura. A vinícola oferece, além da visita com degustação, um ótimo restaurante, onde o prato principal é a Truta (criadas ali mesmo), e uma pousada. As visitas são de segunda à sábado, mas para grupos de 8 podem ser agendadas aos domingos e feriados. Detalhes aqui. Dos vinhos, recomendo o Atamisque, ícone da Bodega, um assemblage 50% de Malbec, 25% de Cabernet Sauvignon, 18% de Merlot y 7% de Petit Verdot.

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Atamisque

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A sala de degustação.

Achaval Ferrer

Também dentro da região de Lujan de Cuyo, e as margens do Rio Mendoza, a 28 km da capital, a Achaval Ferrer talvez seja a mais famosa das Bodegas Boutique da Argentina. Eu concordo quanto a qualidade dos vinhos, mas particularmente não estão entre os meus favoritos. O meu favorito é o Quimera, e a este ponto vocês já devem ter percebido que prefiro os Assemblage aos Varietais. O que eu gosto muito da Achaval são o vinho Dolce (método apartado) e  os azeites, mas especificamente o Blend, maravilhoso. As visitas precisam ser agendadas, diretamente no site ou através de agências – mais informações aqui.

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Degustação ao ar livre nos vinhedos da Achaval Ferrer.

Catena Zapata

Talvez o mais famoso dos vinhos argentinos em todo o mundo. O prédio principal fica não muito longe da Achaval Ferrer, na mesma estrada de terra, a cerca de 40 km da capital. O prédio, por sinal, chama bastante atenção. Por sua esposa ser uma apaixonada por história egípcia, o proprietário o construiu em forma de pirâmide, o que não combina exatamente com o meu gosto arquitetônico. As visitas ocorrem de segunda à sábado e devem, preferencialmente, serem agendadas aqui.  Espere encontrar grandes grupos a todo o momento.

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Vista dos vinhedos da Catena Zapata, desde o prédio principal.

O. Fournier

Não poderia deixar de mencionar esta impressionante Bodega, distante cerca de 110 km da capital, no Vale do Uco. A poucos km antes de chegar, já chama a atenção o prédio, que se parece algo como um disco voador. Os vinhos são envelhecidos dentro de uma enorme galeria de arte, localizada no subsolo, que recebe luz natural em formato de cruz, a logomarca da O. Fournier. Os donos também produzem vinhos na Espanha, seu país de origem, e no Chile. A vinícola abre para a visitação todos os dias, e também conta com um ótimo restaurante, com linda vista para toda a propriedade. Maiores detalhes aqui.

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A chegada à vinícola.

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A galeria de arte, onde se encontram os tonéis de vinho.

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O restaurante da Bodega.

 

Passeios de Aventura

Além de vinhos e gastronomia Mendoza também é um ótimo destino aos amantes da natureza e fotógrafos.  Em tours de apenas um dia, ou opções de múltiplos dias, você pode conhecer paisagens espetaculares e bastante peculiares àquela parte do mundo: enormes lagoas de diversas cores, vulcões inativos, glaciares, fauna exuberante, etc.

Para os serviços de tour, eu recomendo com segurança meu amigo  Stéphane Rampón, dono de agências de turismo em Mendoza. Ele poderá lhe levar pessoalmente a estes lugares incríveis, que ele conhece como outros poucos da região. Além de sommelier, chef estrelado e ótimo fotógrafo (veja aqui) ele também é guia de turismo! Contato através deste link – e diga que o conheceu através de mim.
Converse conosco para que lhe ajudemos a preparar uma viagem inesquecível à Mendoza.
Faça suas perguntas, envie seus comentários!

Quando pergunto se um amigo ou parente estão fazendo seguro para suas viagens geralmente escuto uma destas opções: “Não estou” ou “meu cartão de crédito tem seguro”. Esse post resume um pouco sobre o tema.

O que são os Seguros de Viagem?

São produtos feitos especificamente para pessoas em viagem, seja a lazer ou a trabalho, que abrangem diversos tipos de serviços. Além dos seguros relacionados à saúde, a maioria também oferece o que chamam de Assistência de Viagens. Dentre os mais importantes benefícios destaco:

  • Seguro de saúde
  • Seguro odontológico
  • Gastos com medicamentos
  • Traslado médico
  • Perda e/ou atraso com bagagens
  • Orientação jurídica
  • Outros

É normal que solicitem o contato antes de qualquer gasto, para fim de abertura de sinistro. A exceção, claro, são urgências, quando não há tempo hábil de se fazer o contato prévio. Nestes casos se deve fazer contato o quanto antes. Quando acionadas previamente, geralmente o pagamento será feito pelas seguradoras diretamente ao fornecedor, sem a necessidade de desembolso do segurado para solicitação de reembolso.

Além de você conseguir fazer um seguro de quantias bastante elevadas (muitos oferecem acima de 1 milhão de dólares), você ainda pode contar com todo o serviço de identificação de fornecedores de serviço (como médicos, hospitais e dentistas, por exemplo), mais próximos de sua localidade. Eu estava em Los Angeles com voo no dia seguinte para Tóquio, quando perdi o bloco de um dente. Entrei em contato com a seguradora (neste caso, Assist-Card), que definiu não haver mais tempo de se resolver a questão nos EUA. Eu lhes passei todas as informações e ao chegar em meu hotel em Tóquio já tinham tudo preparado para mim na recepção: uma pasta com a confirmação de consulta marcada, endereço, telefone, mapa, etc. Pagaram tudo diretamente, até mesmo o táxi que me levou ao dentista. As seguradoras, em sua maioria, também cobrem gastos com medicamentos prescritos durante a viagem.

Eu já fiz seguro com as seguintes empresas – e lhes dou alguns detalhes:

Assist-Card – Já há muitos anos o seguro que mais adquiro. Sempre fui excepcionalmente bem atendido e nunca tive problemas para receber os reembolsos. Compro diretamente a partir do site e procuro por promoções, que estão quase sempre à disposição.

https://www.assistcard.com/br

Allianz / Mondial Assistance – Eu já fiz o seguro, mas nunca o utilizei. Uma pessoa de minha família utilizou e foi muito bem atendida. Ao retornar ao Brasil, teve o reembolso resolvido em pouco tempo e sem grande burocracia. Oferece seguro, com taxas e políticas diferenciadas para segurados entre 71 e 85 anos de idade. É comum oferecer descontos diretos ou através de cupons.

https://www.allianz-assistance.com.br/

World Nomads – Muito famoso em todo o mundo, especialmente entre viajantes de aventura, oferecia até 2016 um valor segurado fantástico por ótimo preço. Em 2017, para residentes do Brasil, passou a ser garantido por uma seguradora local (apesar de multinacional). Depois disso, o valor segurado diminuiu, e muito, e o preço aumentou. Já comprei, porém nunca utilizei (o que claro é positivo para mim). É bastante elogiado por quem conheço que já o utilizou. Seguros somente para pessoas de até 69 anos de idade.

Tente usar este cupom ao fazer sua cotação – ESCAPE17

https://www.worldnomads.com/

 

Observações importantes:

Observe qual a política do seguro escolhido para doenças pré-existentes, caso estas existam em algum dos segurados.

Observe que nem todos os fornecedores oferecem produtos para pessoas da terceira idade – políticas e idades limite são variadas.

Alguns planos de seguro no Brasil incluem seguros internacionais. Verifique com a sua operadora se têm este benefício e quais são os valores segurados.

 

Seguros de Cartões de Crédito

Alguns cartões de crédito oferecem benefícios para viajantes. Quais são estes benefícios e se eles realmente cobrem de forma segura os possíveis gastos que você possa ter durante uma viagem, devem ser pontos cuidadosamente analisados.

Alguns cartões, por exemplo, cobrem apenas até 25 mil dólares – ou 30 mil Euros para viagens à Europa, a fim de cobrir  a exigência do tratado de Schengen. Outros produtos, como cartões Platinum, Infinite ou Black, cobrem entre 50 e 100 mil dólares. Se imaginar que uma apendicite pode custar até 50 mil dólares nos EUA, verá que o valor coberto não é tão alto assim. Uma vantagem é que o valor segurado se estende à cônjuge e dependentes. Não se esqueça que para valer o seguro, você deve comprar as passagens com o seu cartão de crédito, por isso dê preferência para utilizar aquele que oferece os melhores valores de seguro. Se vai praticar algum esporte como esqui, por exemplo, o cuidado deve ser ainda maior. Conheço pessoa que sofreu acidente no estado do Colorado e os gastos ultrapassaram 200 mil dólares – o cartão de crédito pagou somente 25 mil.

Normalmente os seguros de cartão de crédito contam também com uma burocracia muito maior para a solicitação de reembolso, quando comparados com os seguros de viagem.

Importante: as principais bandeiras de Cartão de Crédito estão exigindo que sejam emitidas apólices dos seguros para a sua viagem. Estas apólices também são importantes para que sejam apresentadas na imigração de determinados países ou locadoras de veículos. Seguem os links para que você conheça melhor esta política e como realizá-la.

Visa – http://bit.ly/2ls0zFH

Mastercard – http://bit.ly/2uSsthN

Eu, pessoalmente, sugiro que seja feito o seguro de viagem, principalmente se você vai para os Estados Unidos ou Canadá, onde o custo de saúde é muito alto. Eu geralmente utilizo apenas o seguro do cartão se estou pela América do Sul.

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Nenhum investimento é tão importante quanto aquele que fazemos em nós mesmos. Quando viajamos sozinhos, em casal, em família, ou entre amigos, é isso o que estamos fazendo: investindo em nossas vidas.

O Consultor de Viagens é um profissional dedicado que irá usar todo seu know-how e seus contatos com os melhores fornecedores para assegurar que seus clientes tenham uma experiência personalizada e inesquecível. O mais importante pilar deste trabalho é conhecer com detalhes quem são meus clientes e o que buscam em cada viagem. Existem grandes diferenças entre um Consultor e um Agente de Viagens.

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